A nova versão do software *Netlogo é resultado de uma parceria entre a Universidade Federal do ABC (UFABC) e a Universidade de Bristol nos EUA, e tem como base em um estudo feito por Harry Stevens, e publicado no Washington Post em 14 de março de 2020, onde explora diversos cenários de atenuação e supressão social para conter a disseminação do coronavírus.

O novo modelo - **MD Corona - considera a movimentação de pessoas com escala em dias, o número de infectados no ínicio e três situações de estado sendo: saudável e suscetível, infectadas e transmissoras e as saudáveis e imunes.

As grandes inovações em relação aos modelos originais dos estudos de disseminação de vírus datados de 1979 e 1998, consideram também um percentual de pessoas em dias de confinamento e a inserção de um novo agente infectado em um determinado período de tempo. Esta premissa aproxima o modelo da realidade, visto que novos surtos podem ser identificados mesmo após o fim do período de quarentena.

O painel ainda permite a parametrização da densidade populacional, rotatividade da população, grau de imunidade, capacidade de transmissão, duração da janela de transmissão e confinamento.

Acesse a plataforma através do link: https://simulacovid.github.io/covid19/index.html

O software é opensource, portanto, o código fonte está disponível para acesso e melhorias. Além disso, o grupo da UFABC, está em busca de financiamento para ampliação e aprimoramento da pesquisa para envolver outras áreas e gerar resultados cada vez mais precisos.

Citações:
*Netlogo: - Wilensky, U. (1999). NetLogo. http://ccl.northwestern.edu/netlogo/. Center for Connected Learning and Computer-Based Modeling, Northwestern University, Evanston, IL. -

**MD Corona: Guedes Pinto, José Paulo; Magalhães, Patrícia; Santos Carlos Silva. (2020). Modelo de Dispersão Comunitária Coronavírus (MD Corona), Universidade Federal do ABC, São Bernardo do Campo, Brasil.

Fontes:
https://simulacovid.github.io/covid19/index.html

https://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2020/04/cientistas-brasileiros-desenvolvem-simulador-de-disseminacao-da-covid-19.html