Não há dúvidas de que estamos enfrentando um problema complexo e absolutamente novo em nossa era. Os especialistas de todo o mundo ainda estão tentando entender de que maneira podemos combater com maior eficiência e eficácia, bem como minimizar os impactos da pandemia do COVID-19.

A evolução científica e tecnológica que vivenciamos na última década, pode e deve nos apoiar de fato na resolução destes problemas. Temos fácil acesso à algumas ferramentas de monitoramento em tempo real, como por exemplo os painéis do Google, Bing e Jhu, que nos permite acompanhar a evolução geográfica e estatística da pandemia, acessar links da Organização Mundial da Saúde (OMS), criar alertas e outros recursos.

Ainda assim, neste momento nos perguntamos: "Onde e como estão sendo utilizadas as tecnologias e supercomputadores?"  Para responder esta pergunta, relacionamos algumas iniciativas do setor tecnológico, para entendermos como estão trabalhando no apoio a resolução e combate da pandemia:


Stanford University
A partir de uma iniciativa chamada folding@home (FAH), incentiva e colabora com uma solução de computação distribuída, o projeto reúne cientistas cidadãos voluntários que por meio do download da aplicação, permite doar recursos computacionais pessoais, não utilizados, para o Consórcio FAH.

Ao executar o processamento computacional distribuído, utilizam simulações de dinâmica de proteínas, incluindo o processo de dobramento e movimentos de proteínas implicados em uma variedade de doenças. Com os dados gerados, pesquisadores trabalham para aprimorar o entendimento das estruturas dos alvos potenciais de medicamentos para COVID-19, que podem ajudar na criação de novas terapias.

Os dados gerados são divulgados de maneira rápida e são disponibilizados como parte de uma colaboração científica aberta de vários laboratórios ao redor do mundo. Isto oferece aos pesquisadores novas ferramentas que podem aumentar as oportunidades para o desenvolvimento de medicamentos que salvam vidas.

NASA

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A agência espacial americana uniu esforços junto a National Science Foundation, laboratórios, entre outros departamentos, para combater e minimizar os impactos da pandemia do novo coronavírus.

Por meio da experiência em computação da NASA, como por exemplo, o supercomputador SGI Altix, de 512 processadores, do Centro de Pesquisa Ames, chamado "Kalpana", pode ser usado para desenvolver modelos de simulação substancialmente mais capazes para avaliar melhor a evolução e o comportamento do vírus. Além disso, a Casa Branca já anunciou que destinará recursos extras para computação e pesquisa a fim de retardar a pandemia.

IBM

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A conhecida competição de desenvolvedores promovida pela IBM, "Call for Code Global", será expandida neste ano para incluir o foco no COVID-19.

Os desenvolvedores serão incentivados a criar aplicativos de áreas específicas do COVID-19, incluindo comunicação de crises de emergência, melhoria de aprendizagem remota e como inspirar comunidades cooperativas locais.

As inscrições iniciaram em 20 de março de 2020, e tem como premissa a criação de aplicativos com software de código aberto criado no Red Hat OpenShift, IBM Cloud, IBM Watson, IBM Blockchain e dados da The Weather Company. As equipes que criarem as soluções mais promissoras para construí-las, fortificá-las, testá-las e implantá-las através do programa Code and Response da Linux Foundation terão apoio da companhia.

Além disso, desenvolvedores terão acesso a dados geoespaciais, roteamento, geofencing e mapas interativos promovendo um "amplo ecossistema"  de provedores e parceiros de tecnologias para completar suas soluções.

Segundo a IBM, "esta é uma crise urgente que tem o poder de comprometer nossa saúde, nosso planeta, nossa sobrevivência. Estamos solicitando que desenvolvedores, cientistas de dados e solucionadores de problemas atenda à chamada ".

Apple
Tim Cook, atual CEO da gigante Apple, anunciou que a APP Store irá banir aplicativos relacionados ao novo coronavírus. O anúncio reforça o posicionamento da companhia para a tentativa de oferecer somente conteúdos que sejam de fontes confiáveis e tenham reputação garantida. A iniciativa prevê minimizar a propagação de desinformações e "fake news".

Somente serão aprovados aplicativos de conteúdo relacionados ao COVID-19 de organizações governamentais e não governamentais ligadas a área da saúde, ou companhias que tenham credenciais intimamente ligadas as áreas da saúde, medicina e instituições educacionais.


No Brasil

Home.
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A partir da "IBM Watson Health", a companhia disponibilizou o sistema "IBM Clinical Development" (IDC), esta plataforma permite redução de tempo e custos de ensaios clínicos, centralização de informações de testes e acesso em nuvem.

A empresa já comercializa o produto a anos e o seu lançamento não coincide com a expansão do coronavírus. A companhia afirma que organizações que realizam pesquisas que envolvem o vírus como hospitais, patrocinadores e Instituições de Pesquisa e Desenvolvimento, poderão entrar em contato para solicitar o uso da solução.

Estes são algumas das ações que expressam a maneira como as empresas estão contribuindo no combate do COVID-19. Se você conhece outras  Clique Aqui e conte-nos mais sobre isso. Para garantirmos a veracidade de informações, não deixe de incluir a fonte de sua pesquisa.

Fontes:
https://www.space.com/nasa-supercomputers-join-fight-against-coronavirus.html

https://www.theverge.com/2020/3/2/21161131/folding-home-volunteers-researchers-coronavirus

https://venturebeat.com/2020/03/20/ibm-2020-call-for-code-global-challenge-coronavirus-covid-19/

https://computerworld.com.br/2020/03/06/ibm-disponibiliza-no-brasil-tecnologia-para-ajudar-a-combater-coronavirus/