Desde 1990 observamos o reconhecimento da tecnologia da informação com grande relevância para a produtividade dos negócios em nível empresarial, industrial e econômico. Existe uma série de possibilidades que ajudam a explicar esta relação porém, o papel da tecnologia da informação na condução do desempenho organizacional deve-se pelo menos em parte à maior capacidade das empresas intensivas em TI de coletar e processar informações.

Recentemente um estudo do MIT demonstrou que empresas que utilizam dados como base para a tomada de decisões, são ao menos 4% mais produtivas e 6% mais rentáveis. Para entendermos como isso acontece repassamos os principais fundamentos desta diretriz.

Os líderes que confiam decisões ao “instinto de gestão” estão cada vez mais, dando lugar aos que privilegiam a análise analítica de dados. Esta abordagem de gestão é conhecida como DDDM (Data-Driven Decisions Management) e trata da governança estratégica fundamentada na utilização de dados como principal recurso para a tomada de decisões.

Estamos vivenciando uma verdadeira revolução de dados e isso se deve a difusão generalizada da tecnologia da informação onde, cada vez mais, é possível coletar informações extremamente detalhada e propagar este conhecimento entre ferramentas,  como por exemplo os sistemas: ERP (Enterprise Resource Planning), CRM  (Customer Relationship Management) , BI (Business Intelligence) , SCM (Supply Chain Management) , entre outros.

O processamento destas informações sugere resultados mais precisos pois, utiliza por definição períodos históricos reais para que sejam eliminados qualquer tipo de “achismo” ou opinião.  Além disso, alertamos que não somente a quantidade e a rapidez com são coletados mas, principalmente a relevância dos dados influenciam a geração de valor do conhecimento para os negócios. Podemos afirmar com segurança que a segmentação correta influencia os resultados da análise, que podem levar a diagnósticos distorcidos e decisões equivocadas.

O mesmo estudo pesquisou 179 empresas americanas e constatou que as correlações geradas pelos dados, resulta em diversas opções para que seja determinada a tomada de decisão que gera mais valor para as companhias. Sempre que estejam em conformidade e qualidade o processamento destes dados, asseguram a melhoria da tomada de decisões, reduzindo problemas a simples melhorias de otimização.

Seja para a categorização de clientes para lançamento de um novo produto, para a análise de resultados de investimentos, para entender os riscos de uma operação ou até mesmo para projetar vendas futuras,  os resultados obtido com o cruzamento dados ajudam a responder aspectos comportamentais e demográficos gerados pelo resultado de correlações nunca imaginados pela mente humana e que comprovadamente, podem trazer resultados significativos.

Por mais desafiador que as aplicações tecnológicas sejam, a objeção está em nós. A mudança deve acontecer na maneira como pessoas e organizações se relacionam com a cultura, otimizada e agilizada das tomadas de decisões Data Driven. Não somente aceitar, mas querer e aplicar esta realidade para si, é sem dúvidas o maior desafio para atingir os resultados desejados.