Já era esperado que a pandemia tivesse efeitos devastadores sobre os mercados e as economias mundiais. Com o Brasil, não foi e não está sendo diferente. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o endividamento bruto do Brasil já deve superar a marca de 100% do PIB em 2020, e o nível das dívidas não deve apresentar estabilização até o ano de 2025, quando deve atingir um pico de 104%.

No fim de 2019, a dívida Bruta estava avaliada em 89,5% do PIB, em um cenário de ligeira recuperação econômica. A despeito do baixo desempenho do crescimento do PIB nacional, havia a expectativa de que os indicadores econômicos apresentassem melhora, redução a deterioração fiscal e a dívida pública do país.

Contudo, a pandemia em 2020 liquidou qualquer esperança de um resultado positivo, fazendo com que as projeções do endividamento público do Brasil ao fim do ano seja de 101,4%, um avanço de 11,9 pontos percentuais. Ainda segundo o monitor fiscal do FMI, o Brasil foi o país com o segundo pior desempenho fiscal entre os emergentes durante a pandemia, ficando apenas à frente da Angola.

O mau resultado brasileiro se dá justamente em função das despesas a mais que o governo brasileiro passou a ter devido à pandemia. Entre investimentos na área da saúde e pagamento de auxílio emergencial à população de menor renda, o Brasil gastou mais de R$ 320 bilhões, um gasto que ainda deve aumentar até o fim do ano, mesmo com a redução do valor do auxílio.

O monitor fiscal do FMI avalia que as medidas iniciais de isolamento foram responsáveis por salvar muitas vidas. Entretanto, é inevitável que este distanciamento social e a interrupção de atividades econômicas tivessem um efeito devastador sobre as finanças do país, em especial os setores de indústria e de serviços, responsáveis por quase 70% do PIB nacional.

Diante disso, o país reduziu a taxa Selic para sua mínima histórica de 2%, com a intenção de facilitar o acesso da população ao crédito. Por outro lado, isso minou a rentabilidade de títulos de renda fixa e de ativos do tesouro nacional. Apesar disso, especialistas do mercado financeiro acreditam que a chance do governo dar calote da dívida é improvável. Para eles, o governo não deve discutir moratória tão cedo.

Entre investidores, entretanto, sempre existe uma posição de cautela. Com o risco de calote no horizonte, muitos acabaram por fugir dos títulos da Dívida Pública, reduzindo a liquidez desses ativos e fazendo com que eles fossem depreciados.

O Tesouro Selic (LFT), um dos títulos mais conservadores do Tesouro Nacional, muito visado para compor reserva de emergência ou reserva de valor para períodos de crise, está em seu menor valor desde 2002. Com preço unitário de R$ 10.639,38, ele está rendendo a Selic + 0,19% ao ano.

Quem compra Tesouro Selic para vencimento em 2025 já acumulou mais de 0,15% de prejuízo em setembro. Papéis que vencem em 2023 estão dando prejuízo de 0,01%, enquanto que o LFT que vence em 2021 está rendendo 0,1% (dados de outubro de 2020).

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