Acho muito interessante imaginar conceitos modernos e atuais de uma forma antiga. Por exemplo, quando ainda garoto, lembro-me de admirar as prateleiras cheias de livros na Biblioteca Alceu Amoroso Lima. Por onde eu comecei? Eu era uma criança pequena, presenteada com uma montanha de informações e histórias. Tudo era amplamente visto como uma nova descoberta quando pisava os pés por lá.

Até que fui apresentado ao herói. O bibliotecário, que me ensinou como usar o catálogo de cartões e como navegar pelas prateleiras da melhor maneira possível para localizar a combinação exata de livros para satisfazer minha mente jovem (especialmente os livros sobre o rei Arthur e as lendas da Távola Redonda, caso esteja curioso.)

Se pensarmos muito bem, isso não é tão diferente da luta das organizações e cidades modernas. Os dados estão em toda parte e se espalham de uma maneira que só pode ser descrita como esmagadora. Há até dados sobre os próprios dados (os chamados metadados). Então, por onde você começa? Todos precisam de um herói.

Essa nova mudança de paradigma para o trabalho remoto forçou uma realização em todo o mundo; precisamos ser mais inteligentes sobre como estamos conectados e como podemos continuar a operar nossos negócios, economias e comunidades. Para tanto, deve haver uma estratégia em todos os níveis, em torno dos indicadores e comportamentos dos cidadãos e consumidores.

O principal questionamento que devemos fazer é "O que os dados dizem sobre onde devemos alocar novos recursos?". A primeira coisa que a maioria das organizações faz é dar um tapinha no ombro de alguém e chamá-los de cavaleiros. Eles se blindam em suas fortalezas e vão em busca de uma montanha de dados através de túneis sem fim. E ficam lá como uma criança em uma biblioteca que não sabe por onde começar. É aqui que entra a compreensão dos metadados (os dados sobre seus dados).

Um dos maiores desafios para o mundo atual dos dados é que eles se espalham em vários departamentos ou unidades de negócios. Pode parecer impossível entender o problema a princípio. Existem dados de tráfego, dados de gastos do consumidor, dados do censo. E apesar de falarem a mesma língua e procedência, não se comunicam. E a lista continua e continua. Então, vamos começar com algo fácil: entender quais são os dados.

A catalogação de metadados de forma independente do local onde esses dados estão é crítica. A maioria das organizações possui várias fontes, bancos de dados, sistemas e uma infinidade de computadores que possuem um tesouro de dados pertinentes. Dar o primeiro passo para entender seus metadados provavelmente eliminará redundâncias, aumentará a descoberta e incentivará a reutilização de dados para casos de uso analíticos. Em outras palavras, catalogue como o meu herói, o bibliotecário, fazia quando eu era criança. Isso lhe dirá por onde começar a responder aos problemas mais cotidianos dos negócios.

Depois de tomar essas medidas, nossos eternos cavaleiros, agora montados em seu fiel escudeiro (vamos chamá-lo de Catálogo de Dados), podem começar a responder a uma pergunta comercial específica de maneira significativa. Eles podem encontrar a melhor combinação de dados de maneira eficiente e chegar ao verdadeiro trabalho de não apenas e simplesmente reagir às circunstâncias aos novos problemas, mas encontrar maneiras de serem mais eficientes e precisos.

Lembre-se de que sua missão é antecipar as necessidades de maneira ágil. Portanto, quando for a hora de planejar o próximo passo de uma empresa e você for abordado com a pergunta "o que dizem os dados?", poderá encontrar rapidamente o que precisa e ser o herói dessa história.